17.12.08

Cronópio, Fama & Esperança (Fábula)


Dedicado a Júlio Cortázar


Um cronópio, um fama e uma esperança estão sentados na beira da calçada em frente a um cemitério fumando e conversando.
O cronópio diz: _ Tive um sonho estranho, sonhei que era um homem e enterrava um cronópio. O fama dá uma tragada no fumo, olha para o cronópio e fala: _ Eu também tive um sonho parecido, sonhei que era um fama e enterrava um homem.
O esperança, que é o coveiro do cemitério, joga longe seu cigarro e conclui o dialógo: _ Sonhei que era uma esperança que enterrava um cronópio e um fama na mesma cova.

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