8.8.08





O poema substancialmente espiritual está “suspenso” sobra a cabeça do poeta. O poeta em sua ansiosa busca pelo poema provoca neste um movimento de maré em direção ao poeta apto para recebê-lo; o poema, então, “desce” devido a gravidade do poeta e se manifesta, é o que chamamos de verticalidade poética, o poema que existe na vertical, “acima” do poeta, inclina-se à alma do poeta para revelar-se. Este ato é similar a Encarnação do Logos divino, quando a Eternidade desceu e tornou-se finita e mortal. Portanto, o poema, encarna-se no poeta, isto significa algo mais que uma alegoria, o poema une-se ao poeta organicamente para ser um só em, uma co-identidade metafísica.
Após a conjugação do poema com o poeta, este, transcende-se no que se diz: exaltação. A exaltação do poeta é o mesmo que a ressurreição do Cristo, o mesmo que o renascer da Fênix, quando a Natureza é renovada pelo fogo (I.N.R.I.- Igne Natura Renovatur Integra ).


Bibliografia

* Mclean, Adam, A Mandala Alquimica, ed. Cultrix , São Paulo, SP, 1997.

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